Bike é Vida

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Praticar um esporte faz bem ao corpo e à alma. No mundo de hoje, até por questão de mobilidade, o ciclismo está em alta. É difícil tomar coragem e andar sozinho? Que tal se unir a uma galera animada e participar de passeios, cuidar do corpo e fazer novas amizades? Conheça o Grupo Bike Vida.

Tudo começou quando a empresária e apoiadora do grupo, Cleo Isabel Almeida Gomes, chamou alguns amigos e clientes para fazer um passeio de bicicletas em estradas rurais (mountain bike) com dez pessoas, no início de dezembro de 2013. Todos gostaram e decidiram organizar outro. A educadora física Patrícia Birkheuer, 30 anos, foi uma das participantes do primeiro passeio e tomou a frente para organizar os passeios. “Eu divulguei nas redes sociais e muita gente começou a divulgar e dizer que ia participar também”, recorda.

Nesse segundo passeio, Diogo da Silva Moura, 21 anos, entrou para o grupo e se ofereceu para ajudar, se tornando organizador, ao lado de Patrícia. “Eu sempre quis participar de um grupo assim e me ofereci para ajudar, pois já faz mais de cinco anos que eu pedalo, conheço bastante as estradas rurais da região e posso dar dicas pro pessoal”, afirma. Dessa forma, ele assumiu a parte da preparação de roteiros. Assim, eles definiram que toda terça-feira se reuniriam para o passeio. Com o passar dos dias, o número de pessoas foi aumentando, um amigo foi chamando o outro. Então Patrícia e Diogo decidiram por criar um grupo no Facebook com um nome provisório “Passeio Ciclo Rural”, que posteriormente se tornou Bike Vida, uma ideia de Diogo, que também criou a logo e administra a página do grupo.

Os passeios

Como o intuito é incentivar os ciclistas da cidade e pessoas que desejam praticar o esporte, nas terças-feiras, eles fazem um trecho curto, de 25 km. “Terça é para o pessoal que está iniciando. É pra passeio, curtir, pegar o hábito de andar. É tranquilo e fazemos diversas paradas”, lembra Diogo. E o passeio se tornou um sucesso, chegando a ter numa das tardes, cerca de 90 participantes.

Com o crescimento dos participantes, surgiu a necessidade de terem outros dias, com maior duração para os que já têm mais experiência. Assim surgiu o passeio de quinta-feira, com um ritmo maior que o de terça, com um circuito de 38 km; e o sábado, que é mais pesado. “Esse percurso é para quem tem pelo menos um ano de pedal e ande três vezes por semana. Porque não é só pedalar, tem que saber dirigir a bike, pois os desafios são bem maiores, subidas e decidas íngremes constantes. O trajeto passa de 50 km”, Diogo afirma.

E para divulgar o grupo, além de página e comunidade próprias no Facebook, eles utilizam uma ação muito interessante. Ao final dos passeios, passam pelas principais avenidas, para que as pessoas vejam o grupo e se interessem. “Passamos na frente das praças de alimentação e as pessoas ficam mexendo, perguntando como participar”, afirma um dos organizadores.

A maior dificuldade para os organizadores é o trajeto que precisam fazer antes de chegar às trilhas. “Na cidade, infelizmente, os motoristas não respeitam os ciclistas. Na rodovia até que sim, pelo fato de andarem em muitas pessoas. Pedestre e ciclista tem preferência, o pessoal não entende isso”, alerta Diogo. Ele lembra que algumas vezes os participantes de primeira viagem, acabam se atrapalhando, por isso precisam receber dicas de trânsito. “Em pistas de duas vias, andar no canto ou acostamento, ao virar ou atravessar uma pista, dar uma olhada se não tem ninguém passando de carro. O passeio não é sair e pedalar: tem que lembrar que estamos numa cidade, no trânsito”, avisa.

Como participar?

Como o passeio é aberto, aqueles que desejarem participar, basta ir às terças-feiras, a partir das 18h30 na Praça da Catedral São José, armado com bicicleta e disposição. Os organizadores do grupo contam com o apoio de outros amigos para controlar o batalhão de ciclistas, com um monitor na frente, para controlar a velocidade, um no meio, para manter o grupo unido e um no final, para incentivar os mais atrasadinhos. Patrícia dá a dica: “tem que ir devagar, com calma para não abusar e passar mal. Se acontecer alguma coisa, sempre temos alguém de plantão com carro, pois, se precisar, já socorre a gente”.

Quer andar, mas não tem uma bicicleta? Segundo Diogo, uma bicicleta boa para comprar, você encontra a partir de 800 reais, pois não dá pra adquirir qualquer uma, senão não aguenta o tranco. Patrícia ressalta que é importante ter alguns equipamentos de proteção. “Tem que utilizar os equipamentos de segurança: capacete, óculos, luvas. Um sinalizador também é importante, pois uma parte da nossa pedalada é noturna”, diz.

Segundo Patrícia, entre os motivos para participar do grupo, está o cuidado com o corpo e o passeio ao ar livre. “Pedalar é muito legal, pois, ao invés de você ficar num local fechado, você vai viver e conhecer um monte de coisas. Lugares da região que, às vezes, não conhecia”, pondera.

Para Diogo, a prática do mountain bike mudou sua vida. “Quando comecei o mountain bike, tinha 16 anos e mudou minha vida totalmente. Eu gostava de esporte e da natureza, o mountain bike me deu o prazer de juntar os dois, além de fazer muitas amizades, vale a pena praticar”, conclui.

 

Depoimento de quem participa

“Ando há um pouco mais de um mês, comecei a andar porque meu esposo me deu uma bicicleta, mas não estávamos andando regularmente. Depois que a gente encontrou o pessoal começamos a andar constantemente. Foi ele que descobriu o grupo, me convidou. Quando falei que não ia dar conta, ele me incentivou, além da ajuda dos organizadores do Bike Vida. Entrei no grupo pelo lazer, pois nunca gostei de atividade física. Academia, tenho aversão. Depois, participando, a gente vê os benefícios que vão  além do físico. Tem a parte emocional, pois quando estou ali, esqueço os problemas, me foco no passeio e na paisagem”.
Fabiana Rech Gehring

Christiane e Fabiana“Comecei a andar de bike no terceiro passeio do grupo, em dezembro do ano passado. Agora vou duas vezes por semana, na terça e no sábado. Pra mim, a prática do mountain bike é mais pelo contato com a natureza, não tenho tanto foco na saúde. Esse contato relaxa e faz bem. Ver o por do sol é lindo! Também gosto muito das amizades que fiz, é bem gostoso. Quando fui pela primeira vez tinha uma bicicleta estilo vintage que customizei, mas não deu pra usar, pois não tem marcha. Depois disso fui cinco vezes com uma bicicleta emprestada até comprar a minha, que é a que eu ando agora”.
Christiane Knoener

 

Fotografia: Fernando Nunes


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Renato J. Lopes
Renato J. Lopes


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