Deixa que digam, que pensem, que falem…às vezes é a melhor opção

Foi ouvindo a música “Deixa isso pra lá” de composição de Alberto Paz e Edson Menezes, tão ouvida na voz de Jair Rodrigues, que entrei no embalo desta reflexão. O que tentamos evitar que o outro diga ou pense a nosso respeito? O que fazemos para tentar evitar isso? É possível evitar? Bem, as respostas para as duas primeiras perguntas são diferentes para cada pessoa, mas a resposta para a última é uma só: NÃO, é impossível controlar tudo o que o outro pensa e diz sobre nós. Contudo, é comum tentarmos este controle dirigindo nossas ações de forma a obtermos a avaliação que esperamos do outro.

Deixa que digam, que pensem, que falemTentamos evitar o que nos incomoda e nos prejudica. A avaliação do outro importa quando pode trazer estes prejuízos à nossa vida. Nesse sentido, nos empenhamos em fazer algo que seja visto com bons olhos pelo outro ou evitando aquilo que pode ser reprovado.
Assim, na tentativa de controlar a avaliação que o outro faz de nós, acabamos sendo controlados. Isso porque aquilo que imaginamos que o outro pode pensar ou falar a nosso respeito também exerce em algum grau controle sobre nossas escolhas, nossas atitudes, nossas vidas. Mas não há nenhum problema nisso, as relações são feitas disso também! O problema é quando não mensuramos o custo do nosso empenho em relação aos possíveis bônus ou ônus decorrentes dele. Em outras palavras, quando nos desgastamos a qualquer custo para evitar uma reprovação.

É preciso lembrar que independente do que façamos é impossível controlar a forma em que seremos julgados. Apenas lidamos com probabilidades que depende do quanto conhecemos o outro, as circunstâncias e a nós mesmos.

O desafio é identificar em cada situação particular se vale mais atender ao próprio desejo e arcar com possíveis prejuízos decorrentes da má repercussão do seu ato ou atender à expectativa do outro apostando na avaliação almejada. Vale lembrar que cada escolha envolve uma renúncia. Ora o que pensam e o que falam têm um impacto penoso na nossa vida, ora é só mais uma opinião. Avalie quando vale a pena deixar que digam, que pensem, que falem. Deixe isso pra lá… Vai, vai, por mim!


Sobre o Autor

Érica Crepaldi
Érica Crepaldi

Formada em Psicologia pela UEL e especialista em Psicoterapia Analítica Comportamental. Atua em clínica particular em Ribeirão Preto/SP.

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